Roupas de bebês: tudo o que você precisa saber sobre a sua história e o seu uso

19/12/2019 Moda para Bebês comentarios
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Roupas de bebês: tudo o que você precisa saber sobre a sua história e o seu uso

Roupas de bebê

 


No momento da descoberta de uma gravidez, é impossível não pensar imediatamente no enxoval do bebê e sonhar com um pacotinho de amor vestindo duas primeiras roupinhas. A preocupação em encontrar as melhores peças envolve muito fatores: proteção, conforto, segurança e, claro, beleza e estilo. Afinal, não há nada mais fofo e encantador do que roupas de bebês.


Em um mercado cada vez mais evoluído, hoje é possível encontrar praticamente todo tipo de peça de vestuário para bebês. De cores, tecidos e designs para todos os gostos, esse universo é incrivelmente amplo! Com roupinhas básicas para o dia a dia e também modelitos super elegantes para ocasiões especiais, os bebês estão repletos de opções para todas as horas.


Mas você sabe como o guarda-roupa infantil evoluiu ao longo da história? Ou quais as melhores maneiras de escolher as peças perfeitas para o seu bebê? Essas e outras perguntas a gente responde ao longo deste guia. Continue acompanhando!

Índice 

O surgimento e a evolução das roupinhas de bebês
Como escolher as roupinhas perfeitas
Materiais recomendados para a roupa do seu bebê
Quais roupas de bebê não devem faltar?
Como lavar as roupinhas do bebê
A ascensão das roupas sem gênero
Dicas finais

1. O surgimento e a evolução das roupinhas de bebês

 

Fotos de bebê

 


Existem muitas razões pelas quais não há muita coisa escrita sobre roupas para bebê na história. Uma delas é que essas peças eram apenas uma parte natural da vida e não algo que foi completamente documentado. Outra é que as peças não eram coloridas ou atraentes. Tradicionalmente, as roupas de bebê eram brancas apenas, e não tinham qualquer destaque na vida dos pequenos.


Na era pré-histórica, os bebês eram cobertos com peles de animais. No verão, eles ficavam com uma parte do corpo exposta pelo calor e evitavam o desconforto causado pelo uso das peles. Somente no inverno os pais cobriam seus corpos completamente. Da mesma forma, no Egito Antigo, no verão, os bebês permaneciam pouco cobertos, usando apenas uma espécie de tanga ou regularmente ficavam nus na maior parte do tempo. Já no inverno, eles eram cobertos com peças mais grossas.


Na Roma Antiga, quando os bebês nasciam, eram cingidos, de modo que seus membros cresciam retos e harmoniosos. E essa tradição atravessou séculos! Já nos anos 1.600, os bebês ainda eram enrolados firmemente em um pano para que suas pernas e braços ficassem retos. Pensava-se que, se os membros do bebê ficassem dobrados, eles poderiam se deformar fisicamente. O pano ia da cabeça para baixo do corpo inteiro para mantê-lo parado e reto. Não devia ser nem um pouco confortável!


Outra prática curiosa é que no século XVII, depois que um bebê deixava o período de ser enrolado em panos, ele era colocado em uma espécie de espartilho, para se manter reto e rígido. Nessa época, havia muita preocupação sobre a postura dos bebês. Os pais vestiam os filhos com saias longas, independentemente do sexo, para evitar que ele engatinhasse, o que era considerado bárbaro e antinatural. As saias longas eram indicadores significativos de idade e não de sexo. 


Já o século seguinte trouxe novas ideias sobre a permissão da liberdade física para bebês. Embrulhar os filhos com rigidez e firmeza ficou fora de moda. Os pais ainda vestiam seus bebês em pequenos vestidos, mas eles passaram a ficar no comprimento do tornozelo após cerca de seis meses. 


Com o passar dos séculos, as roupas de bebê se tornaram mais ornamentadas e com babados. As normas sociais consideravam os bebês bonitos, independentemente do sexo, e não existiam preocupações quanto à diferenciação de gênero em um piscar de olhos. Meninos e meninas poderiam ter longos cachos e vestidos, por exemplo.


Assim, haviam pequenas nuances que separavam os meninos das meninas. Os meninos teriam um estilo mais básico de vestir, enquanto as meninas poderiam ter um vestido mais cheio de enfeites. As roupas não eram distintas de gênero até as crianças atingirem uma certa idade. Os meninos seriam autorizados a usar calças apenas entre quatro e sete anos. Com o passar das décadas, essa idade tornou-se cada vez mais jovem. 


Com o advento das máquinas de lavar roupa do século XIX e a crescente disponibilidade de tecidos comprados nas lojas, as roupas de bebê começaram a ter um pouco mais de tonalidade. Inicialmente, não haviam cores atribuídas para cada sexo, mas isso mudou em meados do século XIX. Originalmente, os meninos receberam a cor rosa e as meninas a cor azul. Sim! Antigamente o conceito era o inverso ao que viria a se tornar senso comum na sociedade moderna.


As crenças mistas sobre a cor correta para cada gênero continuaram até o século XX. Somente depois da Segunda Guerra Mundial, o costume de atribuir rosa para meninas e azul para meninos se estabeleceu. Uma coisa a observar é que, mesmo na sociedade de hoje, as meninas usam azul ou rosa com mais naturalidade, mas os meninos geralmente não estão vestidos de rosa. 


Desde que as atribuições de cores foram definidas, tornou-se um insulto para muitas mães chamar uma criança pelo sexo errado. Você sempre verá a maioria dos bebês com algum tipo de indicador, como uma faixa para a cabeça rosa ou um cobertor ou brinquedo azul, mesmo que suas roupas não sejam de “cor feminina” ou de “cor masculina”.


Depois que as cores específicas para o sexo do bebê se tornaram a norma, os pais ficaram apreensivos com as repercussões sociais de vestir seus bebês com a cor errada. Havia preocupações, por exemplo, de que ao vestir um menino de rosa, ele cresceria e se tornaria um covarde.


Embora, em geral, tendamos a não acreditar nisso hoje, ao comprar roupas para um chá de bebê, é muito mais aceitável dar a uma menina algo em azul do que dar algo rosa a um menino. E isso mostra que no caso dos meninos, a questão das cores sempre foi mais rígida.


Durante a década de 1960, a ascensão do movimento feminista levou a uma mudança em direção às cores neutras mais uma vez, para não impedir o desenvolvimento da criança, e voltou a ser saudável não estipular cores de acordo com o gênero. Mas o que vai, volta… Desde que os avanços médicos permitiram que o sexo do bebê se tornasse conhecido antes do nascimento, houve novamente uma mudança no sentido de comprar roupas específicas para meninos ou meninas.


A evolução da moda dos bebês tem se tornado cada vez mais avançada, pois os designers perceberam a necessidade de fazer roupas mais funcionais, proporcionando maior conforto. Além disso, existe toda uma questão estética e o mundo fashion conquistou também pais e mães que fazem questão de criar looks diversos desde as primeiras semanas de vida dos pequenos.


2. Como escolher as roupinhas perfeitas

 

Diversas roupas de bebê

 


Um dos momentos mais emocionantes que você viverá durante a gravidez é comprar as roupas do bebê. As peças minúsculas que vão cobrir sua prole e que o inspiram a permanecer forte devem ir além da beleza, e devem priorizar a saúde e o conforto.


Quando eles chegam a este mundo, percebemos que esse momento de vesti-los é algo muito especial. Como se fosse nossa boneca, queremos combinar todas as suas roupas, sem esquecer nenhuma. Mas há algo que não podemos negligenciar: sua pele frágil e delicada.


Além disso, você deve levar em consideração a época do ano em que o amor de sua vida nascerá, para evitar que você invista em roupas para o tempo muito frio ou muito quente de forma equivocada. Evidentemente, não é recomendável colocar roupas excessivas no bebê, muito menos se isso limitar seus movimentos. 


Por outro lado, é importante estarmos muito atentos às roupas que nos são dadas no chá de bebê ou no dia do nascimento. Certamente, alguns amigos ou entes queridos darão a você uma roupa realmente bonita, mas ela pode não ser funcional ou segura para o seu filho pelo tipo de tecido, por exemplo.


Portanto, tente seguir estas dicas que temos para você:


É necessário tentar que as roupas possam ser abertas na frente, por uma lateral ou pela parte de trás, para não precisar pressionar muito a cabeça na hora de vestir. Com isso, você verá que o momento de vesti-lo não perderá sua magia se você investir em praticidade e segurança.


Tente ainda optar por roupas de algodão para garantir uma boa transpiração e não causar desconforto na criança. Como mencionamos anteriormente, sua pele é muito sensível e existem tecidos que podem causar coceira (como seda), alergias ou calor excessivo.


Os tecidos de lycra são considerados uma ótima ideia para eles realizarem os movimentos que desejam, no entanto, não é um tipo dos mais aconselháveis ​​porque se desgasta mais rapidamente e pode soltar fios que o bebê pode levar até a boca. Portanto, é melhor escolher um tecido com estampas interessantes com tecido aveludado, por exemplo.


Selecionar o tamanho correto também é uma questão muito importante e, em geral, a que causa mais dúvidas. Para os recém-nascidos, os bodies são perfeitos para comodidade e versatilidade; então, à medida que crescem, você precisará de outras peças, como flanelas e calças, com aplicações nos joelhos, para que não se machuquem.


“Eu sempre busco pelo conforto e qualidade do tecido. Facilidade na lavagem também conta muito. Outra coisa que eu gosto de fazer sempre que posso é estimular o mercado materno, comprar de marcas de mães ou lideradas por mulheres”, conta Lila Mesquita, mãe de Flor, de um ano, e Tom, de quatro anos.


Assim, ao comprar roupas para os pequenos, tente tornar esse um momento divertido que esteja sempre em sua memória, mas não deixe de lado essas dicas úteis para que seu bebê esteja sempre confortável. 


3 . Materiais recomendados para a roupa do seu bebê

 

Bebês

 


O ponto mais importante para cuidar da pele do bebê, escolhendo as roupas mais adequadas para ele, é prestando atenção nos materiais com os quais elas são feitas, bem como nas decorações que elas possuem. “Para bebês, o ideal são tecidos naturais com tratamento hipoalergênico. A pele dos bebês é mais sensível e qualquer atrito pode causar algum incômodo”, explica a design de moda, Caroline Marantes, que atuou como estilista no no mercado infantil por mais de dois anos, incluindo a área de moda para bebês.


Ela conta ainda que em termos de criação entre as peças de bebês e crianças maiores, uma das grandes diferenças é que quando comparadas às peças de primeiros passos, por exemplo, as de bebês oferecem menos possibilidades. “As modelagens precisam ser mais práticas, tanto em questão de conforto quanto para o momento de vestir. Os tecidos também são mais limitados, principalmente se considerados os tecnológicos - em grande parte sintéticos, que não recomendados para recém nascidos e bebês pequenos”, esclarece.


Alguns dos principais tecidos para bebê que recomendados são:


Algodão

Entre os materiais recomendados para a roupa do seu bebê, devemos primeiro citar o algodão, que é essencial. Roupas feitas com um tecido 100% algodão transpiram melhor, impedindo que o suor grude na pele do seu filho e cause irritação.

Além disso, esses tecidos são perfeitos para manter a temperatura corporal correta para o bebê, ou seja, aquecem no inverno e não sufocam no verão. Outra vantagem? Geralmente são simples de lavar e as manchas são removidas com uma facilidade considerável. Sem dúvidas, o algodão é o melhor tecido para estar em contato direto com a pele do bebê!

Linho

Sendo de origem natural e vegetal, o linho é um dos melhores tecidos para vestir o bebê. Macio, leve e confortável, é perfeito para o seu filho se mover livremente e sem coceira em todas as épocas do ano.

Malha 

A principal vantagem desse material é que ele se estende facilmente, facilitando o vestir o bebê. Ao se adaptar ao seu corpo e ser muito macio, ele também será percebido como um tecido confortável pelo pequeno, que não irá ter qualquer desconforto.

Musseline 

Usado principalmente para fazer panos para cobrir o bebê ou secá-lo após o banho, ele pode ser outra boa opção para as roupas do bebê. Com um toque para lá de agrádavel, o musseline certamente deve ser presença garantida no enxoval do seu pequeno.

Microfibra

A microfibra geralmente é o tecido preferidos pelos pais quando os pequenos são alérgicos, pois é 100% natural, macio e leve. Verifique apenas se não está combinado com materiais sintéticos para garantir que não exista qualquer reação alérgica.

Dicas gerais para escolher roupas de bebê

Além de prestar atenção aos materiais das roupas que compra, você deve levar em consideração outras recomendações para manter seu filho saudável e seguro:


Evite as peças de vestuário com estampas à base de tinta, pois podem irritar a pele da criança.


Não compre roupas com botões que possam sair e colocar em risco a integridade do seu filho.


Evite lã - embora seja um material natural, pode causar coceira e até alergias ou dermatite de contato.


Não compre roupas de lycra ou nylon porque esses materiais sintéticos podem irritar a pele da criança e, além disso, são muito desconfortáveis ​​de trocar.


Sempre que possível, não escolha roupas com zíper, pois isso pode ser irritante para a criança.


Ao escolher roupas para o seu filho, preste uma atenção especial aos materiais recomendados. E lembre-se de sempre lavar cada peça de roupa antes do primeiro uso, com um detergente adaptado à pele dos recém-nascidos.


4. Quais roupas de bebê não devem faltar?

 

Bebês sentados

 


Sem dúvida, essa não é uma pergunta fácil de responder, pois tudo dependerá dos gostos pessoais, da época do ano em que o bebê nasce e das circunstâncias específicas de cada família. Mas seja para colocá-lo como roupa de baixo, sob outras roupas, ou para usar com calças, saia ou shorts, os bodies para bebês são uma peça super útil que sempre recomendamos, independentemente de qual for o seu estilo ao vestir seu bebê.


No mercado, você pode encontrar modelos muito diferentes: das cores clássica, brancas ou neutras para colocar sob as roupas ou usar em casa; ou com estampas mais sofisticadas, mensagens engraçadas e até bordados, para fazer bonito quando sair. Você também tem os modelos com mangas curtas, mangas longas ou suspensórios. Escolha o que melhor se adapta à temporada e garanta uma grande variedade dessa peça de uso diário.


Nosso conselho é que, para maior conforto e praticidade, você compre um body infantil que seja fechado na frente, além de ter a abertura de colchetes na área das fraldas. Isso facilitará muito quando se trata de vestir o recém-nascido.


E, finalmente, como é uma peça de roupa tão básica e necessária que você vai utilizar continuamente durante os primeiros 12 meses, também recomendamos que você a compre pouco a pouco, pois ela fica pequena com rapidez. Além disso, é preferível que você compre o tamanho certo que o bebê está vestindo naquele momento, pois o conforto dessa peça de roupa é que ela esteja bem presa ao corpo, para proporcionar conforto.


Outra opção essencial, especialmente em épocas menos quentes, o mijão, também é muito importante para os bebês, pois é essencial para manter as pernas protegidas. Junto com o body, você tem a combinação perfeita para o dia a dia do seu pequeno!


Você ainda precisará contar com alguns agasalhos, sejam eles mais finos ou mais grossos, para manter seu bebê aquecido adequadamente. Mesmo que na hora de vestir o look essa não seja uma peça necessária, você deverá ter sempre uma na bolsa para caso esfrie.


Quanto ao que comprar para o enxoval de bebê, Lila Mesquita, mãe de dois, conta que nunca foi uma pessoa consumista. “Desde o Tom, meu primeiro filho, eu busco roupas de segunda mão e pesquisei muito sobre enxoval, para não cometer nenhum excesso. Fui comprando mais peças na medida em que sentia necessidade. Mas sei que no começo é mais difícil ‘manter o controle’ (risos)”.


E pode parecer besteira investir em pijamas para  bebês, mas eles ajudarão você a criar uma rotina de sono desde a infância. Hoje, encontramos pijamas de bebê tão adoráveis ​​que é difícil resistir a usá-los exclusivamente para ir para a cama. O pijama deve ser ajustado ao corpo, não apresentar botões que possam se soltar facilmente, bem como laços ou cordões, e ser feito de materiais leves que protegem a pele delicada do bebê. Além disso, recomendamos que você os compre um com abertura frontal para poder trocar a fralda mais facilmente.


Os conjuntos de duas peças também são perfeitos para compor o armário infantil, já que as roupas de cima e de baixo ficam bem combinadas, mas você pode ainda criar muitos looks diferentes misturando os modelos. Além disso, são especialmente práticos quando o bebê mancha apenas a parte superior ou inferior, pois basta trocar essa peça de roupa e não todo o conjunto.


Ao escolher um conjunto de duas peças para um recém-nascido, certifique-se de que a roupa de cima seja presa com colchetes na área da fralda para evitar que o bebê resfrie nas costas. Mas se você optar por um moletom ou suéter para isso, lembre-se de colocar um body por baixo.


Já quanto aos gorros, meias e luvas, saiba que eles são práticos para cobrir os bebês do frio, mesmo que a temperatura não esteja tão baixa. Afinal, bebês são muito sensíveis e sentem mais frio que os adultos. Tente também cobrir sempre a cabeça para que não recebam correntes de ar ou o frio da noite, por exemplo.


Tenha cuidado apenas para não comprar roupas que podem ser perdidas muito rapidamente ou comprar peças em excesso, que nem serão usadas. Assim como Lila, a fotógrafa Mônica Martins também apoia uma moda mais sustentável. Mãe de três pequenos (Davi, de nove anos, Theo, de quatro, e Otto, de um ano), ela frisa que o consumo sustentável é ainda mais importante para quem, como ela, possui mais filhos: “eu sou muito do brechó, inclusive tenho um insta de desapegos. Eles perdem tudo tão novo, e o que não nos serve mais, com certeza servirá para outra criança”.


De acordo com o crescimento do seu filho, você irá perceber uma evolução nas possibilidades das roupas infantis, que se tornarão ainda mais variadas. “Os bebês maiores de um ano já interagem mais com o ambiente, buscam referências de personagens em suas roupas e gostam de interagir com as peças. Não há o risco, por exemplo, de um bebê de dois anos engolir um botão, o que acontece com um recém nascido”, esclarece a design de moda, Caroline Marantes. 


Ela diz também que “conforme a criança desenvolve o tato, por exemplo, ela gosta de brincar com suas roupas, o que abre um leque de possibilidades: bordados interativos ou peças com patches de velcro, por exemplo”.


5. Como lavar as roupinhas do bebê

 

Roupas penduradas de bebê

 


Lavar a roupa do seu bebê antes de colocá-la é uma maneira de cuidado porque a roupa nova pode ficar um pouco suja mesmo que você não veja, e pode conter certas substâncias, capazes de causar desconforto ou alergias à sua pele delicada.


Idealmente, lave todas as roupas, lençóis, cobertores e panos antes do nascimento, mesmo que não sejam roupas novas, porque é mais provável que tenham sido armazenadas por um longo período de tempo, em contato com umidade, poeira, etc.


Há mães que preferem fazer as lavagens na mão e depois usar a máquina de lavar, e outras preferem economizar tempo e fazê-las diretamente na máquina. Ambas as opções são viáveis.


Quanto ao sabão que deve ser utilizado, o ideal é usar produtos neutros e hipoalergênicos, pelo menos durante os primeiros meses e, principalmente, se o bebê tiver uma pele muito sensível ou sofrer de eczema ou outras alergias. Podemos optar por um sabão neutro de coco ou um sabonete líquido especial para bebês ou roupas delicadas.


Evite amaciantes, pois eles podem ter perfumes muito fortes e outros compostos químicos. E, claro, o uso de alvejantes ou outros removedores de manchas também não são indicados porque eles têm produtos químicos que podem prejudicar a pele do bebê se não forem bem removidos após a lavagem.


Quando terminar a lavagem, enxágue cada peça cuidadosamente e aguarde até que esteja bem seca. Finalmente, passe a ferro (o calor é um ótimo aliado para matar germes). No caso de usar a máquina de lavar, o ideal é que as roupas do bebê não se misturem com as dos adultos ou de seus irmãos mais velhos, pelo menos durante os primeiros meses.


Por se tratar de um vestuário delicado, roupas com bordados, renda ou confeccionadas com tecidos frágeis devem ser lavadas à mão para que não estraguem. Lembre-se ainda de ler os rótulos. Esse é um dos pontos mais importantes: você deve prestar atenção às etiquetas de cuidados enquanto lava as roupas delicadas do bebê. Além das instruções de lavagem, confira também as instruções de secagem.


A última dica sobre como lavar roupa de bebe é dividir todas as roupas em grupos de cores brancas, claras e escuras. No caso de haver uma diferença com a temperatura ideal para lavar as diferentes roupas, você deve classificar as roupas que exigem uma temperatura semelhante em uma bateria separada.


6 . A ascensão das roupas sem gênero

 

 Bebês deitados

 

 

Como contamos, nem sempre a cor rosa foi “de meninas” e a cor azul “de meninos”. Depois da Primeira Guerra Mundial, surgiu a primeira diferenciação entre essas duas cores. E aí vem a surpresa: a revista Earnshaw's Infants 'Department publicou em 1918 que “a regra geralmente aceita é rosa para meninos e azul para meninas. O motivo é que o rosa é uma cor mais determinada e forte, mais adequada para os meninos, enquanto o azul, que é mais delicado e refinado, é melhor para as meninas”.


Essa era a tendência e, como todo o resto, demorou muito tempo para penetrar na sociedade, até que cada loja de departamento decidisse por si mesma qual a cor a ser atribuída a cada sexo, como publicou a revista Time em 1927.


A fofura era secundária à função, até a década de 1940, quando os profissionais de marketing exploravam a febre dos bebês no pós-guerra. Os varejistas designaram arbitrariamente azul para meninos e rosa para meninas. E a sociedade aceitou. Ainda mais, as roupas eram de acordo com as normas de gênero estabelecidas por seus pais. As meninas do Baby Boomer foram criadas usando vestidos e os meninos usando macacão, imitando diretamente os guarda-roupas dos pais.


Com a revolução sexual da década de 1960 e o feminismo da segunda onda da década de 1970, a tendência era investir em cores primárias mais ousadas e tecidos mais resistentes, não apenas por razões políticas, mas porque os estudos indicaram que cores contrastantes eram atraentes para os bebês. E as roupas de bebê sem gênero permaneceram praticamente válidas até meados dos anos 80, quando a distinção de cores surgiu novamente - desta vez com mais força - na cultura pop. No entanto, foi a tecnologia que induziu a mudança.


Os procedimentos de ultrassom e amniocentese já existem há décadas, mas eram caros e, às vezes, arriscados. À medida que mais mulheres entraram na força de trabalho na década de 1980 e, posteriormente, esperaram até mais tarde na vida para ter filhos, a demanda por testes pré-natais aumentou dramaticamente. Sua função não era primariamente determinar o sexo, mas por razões de saúde e segurança. Mas enquanto eles estavam nisso, as famílias costumavam perguntar: "é menino ou menina?"


Com a resposta em mãos, os futuros pais passavam a comprar logo todas as roupas de bebê, assim como acessórios e decoração. Agora, as crianças podiam usar vestidos de tutu rosa com estampa de gatinho ou tênis azuis de heróis. A Disney passou a ser referência para meninas com suas roupas de princesas. E se o próximo filho fosse um menino em vez de menina, era preciso se preparar para comprar um guarda-roupa totalmente novo. 


Hoje em dia, rosa e pastéis para meninas e azuis e cinzas para meninos estão rapidamente se tornando obsoletos quando se trata de escolher roupas para bebês e crianças pequenas. Essa tendência é parte de uma preferência mais ampla, principalmente dos pais da geração do milênio, que preferem criar seus filhos com um conceito neutro de identidade de gênero. 


E roupas de gênero não são apenas rosa e azul; até animais e alimentos se tornaram códigos visuais da identidade de gênero. Animais "fofos", como coelhos, gatinhos, cachorros e, mais recentemente, o unicórnio, tornaram-se símbolos para meninas, enquanto animais mais "agressivos", como ursos, leões e répteis, especialmente dinossauros, foram impostos como símbolos para meninos.


As roupas das meninas geralmente são desenhadas com alimentos doces, como cerejas, abacaxi, sorvetes ou cupcakes, enquanto a comida nas roupas dos meninos geralmente é fast food, como hambúrgueres, batatas fritas ou pizza.


Hoje, os pais estão mais à vontade com a ideia de não definir o gênero e personalidade dos filhos por meio de cores. Basta deixar que, naturalmente, a criança desenvolva suas próprias preferências de tons e estilos.


“Acredito que esse seja o melhor caminho para evolução do mercado infantil”, defende a design de moda, Caroline Marantes, que completa: “não somente por aumentar a vida útil das peças, que passam de um irmão para uma irmã, por exemplo, mas também para o desenvolvimento da personalidade da criança, que pode optar por cores e formas que ela goste, sem a distinção de menino ou menina”.


As mães Lila Mesquita e Mônica Martins concordam. “Essa sempre foi uma das minhas maiores preocupações desde que descobri que seria mãe. Me preocupo em dar espaço para meus filhos serem quem eles desejarem ser e a roupa é uma das formas da gente se expressar para o mundo, por isso não existe certo e errado em casa”, conta Lila, mãe de Flor, de um ano, e Tom, de quatro anos.


Ela também diz que percebe que “as roupas de meninas são sempre mais extravagantes, com brilhos e texturas diferentes. Parece que existe uma necessidade maior de parecer feminina - ainda que esse conceito de feminilidade seja distorcido”, opina.


Já Mônica conta que sempre achou estranho esse conceito de “menina veste rosa e menino veste azul”. “Crianças são crianças e devem usar cores!”, defende. Mãe de três meninos, Davi, de nove anos, Theo, de quatro, e Otto, de um ano, ela tentar fugir desse padrão comprando peças para eles na seção de meninas. “Eles gostam de arco-íris, estrelas, etc... Não acho que só meninas gostam disso. Crianças amam arco-íris!”, justifica.


7 . Dicas finais

 

Bebês brincando

 


Por fim, sabemos que nada melhor do que a opinião de mães para outras mães, não é mesmo?! E essas são as mais algumas dicas para você!


Lila frisa a importância de priorizar o conforto ao montar um enxoval: “pense no conforto antes de qualquer coisa! Será que uma bebê que engatinha se sentiria confortável de vestido? Já conversou com seu pediatra sobre o uso de sapatos em RNs ou bebês pequenos? É claro que desejamos vestir nossos filhos da forma que sonhamos, mas acho importantíssimo, fazer isso pensando no bem estar da criança!”


Ela acrescenta ainda a importância de materiais como o algodão. “Invista sempre no algodão! E confesso que o Tom, que nasceu no verão, ele ficava mais tempo peladinho do que de roupa hahaha Mas com ele e com a Flor, o algodão impera nos nossos armários!”, finaliza.


Acreditamos que o universo das roupas infantis são apaixonantes, especialmente no que se refere às roupinhas dos bebês. E agora que você conhece a história desse nicho, assim como entende a importância dos cuidados na hora de escolher os melhores modelos, não deixe de conhecer o nosso catálogo! Temos peças super diversas e lindas para tornar a rotina do seu bebê mais alegre, confortável e funcional.

 

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